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terça-feira, 20 de março de 2012

Série Curiosidades - DICIONÁRIO "POTIGUÊS"


Potiguês? Que marmota é essa?



O potiguar tem um vocabulário próprio, que de tão extenso, virou o dialeto local chamado "potiguês". Este dialeto sofre influências desde o tempo da descoberta do Rio Grande do Norte, cada visitante que se instala no RN, pelo menos uma palavra é importada do idioma do forasteiro em sinal de boas-vindas. Afinal, é mais um pra chamar de "galado". Veja um pequeno exemplo do dicionário “potiguês” abaixo. Obs: Já existe exemplares a venda nas bancas locais para turistas do resto do Brasil que não entendem o que se fala por aqui.


> Arengar = brigar;
> Arengueiro = brigão;
> Boy = menino / Boyzinha = menina;
> Galado = Esta palavra é expressão fundamental para todo potiguar típico falante do potiguês;
Ela possui vários significados: babaca; bastardo; alguém que não é boa companhia; pessoa que gosta de fazer travessura com outros. Dependendo do seu tom de voz pode ser algo ruim ou algo bom.
Exemplo 1: "Essi homi” é um galado. = Este sujeito é antipático.
Exemplo 2: "Fala galado!" = Oi amigo! (Só em casos de muita amizade, use com moderação se estiver entre estranhos).
Obs: Galado, segundo o filófo-geólogo Joaquim das Virgens, o termo surgiu quando os norte-americanos tinham uma base aqui na nossa capital. Eles costumavam convidar a população para os bailes, chamados na época de "for all", e eles trajavam uniformes de gala. Então, alguns amigos no intuito de sacanear outros amigos, diziam a seguinte frase:
"Tua boy tá indo dançar com os galados!"
E daí, o "galado" virou o termo apelido para os americanos sacanas que comiam as moças da cidade mesmo quando estas tinham namorados.
> É o quê homi? = O que foi que você falou aí?
> Essi homi... = Você, tu - Exemplo: Vai eu e essi homi = Vou eu e você.
> Tá doido, é? = Significa exatamente o que você acha que significa.
> Essi bichéloko! = Este sujeito tem ideias meio sem nexo.
> Que calor do caraí! = Faz muito calor hoje aqui...
> Porréissu? = O que é isso? - também pode ser "caraiéissu".
> Xing-ling = Made in China.
> Peba = Algo que não presta, que não serve" - Ex: Esses relógio xing-ling são tudo peba
> Reiêra = Pessoa que não presta, coisa que não serve. - Ex: Internet Explorer é o navegador mais reiêra"
> É freské? = Vem de "É fresco, é?". Fresco, no Nordeste, é o mesmo que "gay".
> Pinta = Tribo de jovens que não tem identidade definida, misturam tudo e catam pra si adornos das roupas de rappers americanos com regueiros, rockeiros, punks, pagodeiros, skatistas, surfistas, etc. Muitos dos Pintas são agressivos e participam de tribos vândalas disfarçadas de torcidas de clubes de futebol. Mas existe um ponto em comum, todo pinta ama a BANDA GRAFITH;
> Presepada = Situação cômica, travessura;
> Bixado = Quebrado, com algum problema. Ex: Seu Zé, não sei como te dizer isso, mas o seu celular tá “bixado"! No significado da informática, significa "com vírus". Ex: Esse computador tá “bixado” pra “caraí"!

E se você é de fora e vem passar uns dias aqui, então lá vão algumas frases para usar nas conversações.

> Pessoa espertinha: Eita que bicho galado da porra!
> Pessoa sortuda: Boy cagado!
> Tive sorte: Caguei!
> Rapaz, deixe de frescura: Esse bicho parece que dá o frinfa.
> Vai à merda: Vai te rear galado...
> Expressão de dúvida: Agora pronto!
> Vai à merda e me deixa em paz: Omi, “RAI” dá esse boga...
> Expressão de espanto: Varêite...
> Deixe-me em paz: Deixe de caninga aí carai...
> Pessoa cheia de manias: Deixe de ser marmotento... (ou presepento)
> Isso é uma droga ou merda: Sé um carai de asa doido!
> Você é doido: Eita omi réi doido.
> Mal cheguei, mas já estou de saída: Passei aqui, mas já tô pegando o beco.
> Isso é legal: É fuderoso demais.
> Vocês são muito espertinhos: BANDIGALADO!
> Expressão no sentido de não querer opinar sobre um assunto: SEI NÃO VISSE!
> Quando uma coisa está torcida: Ela está “incriquiada".
> Apressado: Avexado.
> Quebrei minha sandália: Torei meu chinelo.
> Deixe de conversar besteira: Omi, deixe de conversar merda.
> Tá com frio? : Carai, tá foda!
> Tá com calor?: Carai, tá foda!
> Para passar por um lugar difícil: O caba tem que arrudiar lá pelas brenhas pra poder chegar do outro lado.
> Quando estão lhe chateando você fala: Vai abusar um cego.
> Onde está sua mulher?: Cadê tua Boy?
> Sem dinheiro: Tá liso diga!
> Beijou uma mulher feia: O bicho arrochou uma pinica pouco feia não.
> Deixe de brincar comigo: Omi deixe de guerra!
> Cadê as mulheres?: Cadê as bichinhas?
> Mulher bonita: Essa bichinha num é pouco arrumada não!
> Pessoa insuperável: Tem parêia não!
> Fofoqueiro querendo saber a conversa: Conta logo a resenha aê.
> Pergunta se beijou a mulher ou não: Você arroxou a doidinha?
> Jogar uma conversa pra enganar outra pessoa: Jogar o migué.
> Pessoa escrota: Caba de pêia.
> Teve uma dor de barriga repentina: Deu um REVESTRÉS.
> Eu moro muito longe = Eu moro lá na CASA DE CARAI!
> Fofoca nova = RESENHA.
> Muita gente = MUNDIÇA.
> Desviar o caminho, enganar namorada(o), mentir = Dar um L.
Exemplo: Ele deu um 'L' pouco grande na boy!



Caso você ainda tenha alguma dúvida ou queira saber a definição de algum outro termo, é só entrar em contato que solucionamos o problema.




segunda-feira, 12 de março de 2012

Série Curiosidades - EXPRESSÕES POPULARES

Expressões Populares


> Fazer nas Coxas



A expressão “fazer nas coxas” surgiu na época da colonização brasileira. As telhas usadas nas construções da época, feitas de barro, eram moldadas nas coxas dos escravos. Assim, algumas vezes ficavam largas, outras vezes finas, nunca com um tamanho uniforme. Foi desta forma que surgiu a expressão, utilizada para indicar algo mal feito.

> OK



A expressão inglesa “OK” (okay), mundialmente conhecida para significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante o conflito, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam em uma placa “0 Killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação. Foi assim que surgiu o famoso “OK”.

> Tirar o Cavalo da Chuva



No século XIX, quando uma visita iria ser breve, deixavam o cavalo ao relento, em frente à casa do anfitrião. Caso a visita fosse demorar, colocavam o animal nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol.

Contudo, o convidado só poderia colocar seu cavalo protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

> Dor-de-cotovelo



A expressão “dor-de-cotovelo”, muito usada para se referir a alguém que sofreu uma decepção amorosa tem sua origem na figura de uma pessoa sentada em um bar e com os cotovelos em cima do balcão, enquanto toma uma bebida e lamenta a má sorte no amor.

De tanto o apaixonado ficar com os cotovelos apoiados sobre balcão, os mesmo deveriam doer. Esta é a ideia por trás desta expressão.

> Casa da Mãe Joana



A expressão se deve a Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382. Em 1346, a mesma se refugiou em Avignon, na França.
Aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: "o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar." Transposta para Portugal, a expressão "paço-da-mãe-joana" virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa. Assim, "casa-da-mãe-joana" passou a servir para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde impera a desordem e a desorganização.

> Fazer Vaquinha



A expressão “fazer vaquinha” surgiu na década de 20 e tem sua origem relacionada com o jogo do bicho e o futebol. Nas décadas de 20 e 30, já que a maioria dos jogadores de futebol não tinha salário, a torcida do time se reunia e arrecadava entre si um prêmio para ser dado aos jogadores.

Esses prêmios eram relacionados popularmente com o jogo do bicho. Assim, quando iam arrecadar cinco mil réis, chamavam a bolada de “cachorro”, pois o número cinco representava o cachorro no jogo do bicho. Como o prêmio máximo do jogo do bicho era vinte e cinco mil réis, e isso representava a vaca, surgiu o termo popular “fazer uma vaquinha”, ou seja, tentar reunir o máximo de dinheiro possível para um fim específico.

> Onde Judas perdeu as botas



A expressão "onde Judas perdeu as botas" é usada para designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.

Existe uma história não comprovada que relata que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhara por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem seus sapatos, saíram em busca dos mesmos e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se tais botas foram achadas. Acredita-se que foi assim que surgiu tal expressão.

> Pensando na Morte da Bezerra



A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, nas quais os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados.

Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ficou se lamentando e pensando na morte do mesmo. Após alguns meses o garoto morreu. Foi desta forma que surgiu tal expressão.

> Entrar com o Pé Direito



A tradição de entrar em algum lugar com o pé direito para dar sorte é de origem romana. Nas grandes celebrações dos romanos, os donos das festas acreditavam que entrando com tal pé, evitariam agouros na ocasião da festa. A palavra “esquerda” significa do latim, sinistro, daí já fica óbvio a crença do lado obscuro dos inocentes pés esquerdos. Foi a partir daí que a crença se espalhou por todo o mundo.

> De mãos abanando



Na época da intensa imigração no Brasil, os imigrantes tinham que ter suas próprias ferramentas. As "mãos abanando" eram um sinal de que aquele imigrante não estava disposto a trabalhar. A partir daí o termo passou a ser empregado para designar alguém que não traz nada consigo. Uma aplicação comum da expressão é quando alguém vai a uma festa de aniversário sem levar presente.

> Motorista Barbeiro



No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também tiravam dentes, cortavam calos, entre outras coisas. Por não serem profissionais, seus serviços mal feitos eventualmente geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço ruim passou a ser atribuído ao barbeiro, por meio da expressão “coisa de barbeiro”.

Este termo veio de Portugal, contudo, a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista é tipicamente brasileiro.

> Lágrima de Crocodilo



Quando dizemos que uma pessoa está chorando “lágrimas de crocodilo”, estamos querendo dizer que ela está fingindo, chorando de uma forma falsa. Tal expressão, utilizada no mundo inteiro, veio do fato de que o crocodilo, quando está devorando suas presas, faz uma pressão muito forte sobre o céu da boca e estimula suas glândulas lacrimais, dando a impressão de que o animal está chorando. Obviamente, o animal não “chora”, por isso surgiu à expressão popular.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Série Curiosidades - FUTEBOL


Veja a origem de alguns termos 

famosos no meio futebolístico

Corneteiro

Este articulista confessa: é um grande corneteiro. O nome vem de boi-corneta, um boi que, com seus mugidos, consegue reunir parte do rebanho em volta de si.

Copa do Mundo

A primeira taça disputada por seleções nacionais foi chamada de Cup. A partir de 1872, Inglaterra, Irlando do Norte, Escócia e País de Gales tentavam conquista-la. A World Cup foi a ampliação deste torneio.

Torcida
As mulheres levam lenços aos estádios, no início do esporte. Quando a partida ficava complicada, elas torciam os lenços devido à tensão nervosa. Um cronista do Jornal do Brasil observou o comportamento e batizou as espectadoras.



Craque
No turfe, os ingleses chamavam o melhor cavalo do páreo de crack-horse. O futebol copiou o termo e passou a designar de crack os melhores jogadores. 


Bola
Vem do latim bulla. As primeiras referências a ela surgiram em pinturas de 2000 a. C., feitas em paredes de tumbas egípcias.


Campeão
Tem origem controversa. Para alguns gramáticos, a palavra veio do latim medieval campione, que sofreu influência do espanhol campeón. Para outros, a origem é a palavra germânica kampjo, que deriva de kamp (campo de batalha).


Cartola
O futebol era um esporte aristocrático. Os uniforme tinham gravata e os dirigentes usavam cartola. Com o tempo a expressão tornou-se pejorativa.


Chute
Do inglês "shoot" (tiro, arremesso, lançamento).


Drible
Do inglês "to dribble" (enganar, fintar).



Hooligan
Vem do encrenqueiro irlandês Patrick Hooligan, que em 1890 perturbava Londres.


Impedimento
O latim "impedimentum" significa obstáculo. Alguns cronista utilizavam offside (fora de jogo), mas este último termo caiu em desuso.


Folha-seca
O criador da jogada foi Didi, nas eliminatórias para a Copa de 1958. Num suado 1 a 0 contra o Peru, Didi cobrou uma falta e a bola subiu muito e desceu rapidamente, tal como uma folha ao vento classificando o Brasil.


Futebol
Foot (pé) e ball (bola). Tentaram aportuguesar com balípodo, ludopédio, pedibola, bodabolismo, pebol.



Gol de placa
Pelé fez um dos gols mais bonitos da história contra o Fluminense, no Maracanã. O jornalista Joelmir Betting, maravilhado, mandou fazer uma placa pra imortalizar o golaço.


Gol Olímpico
Em 1924, a Argentina venceu o Uruguai por 2 a 1. Um dos gols foi marcado pelo ponta-esquerda argentino Onzari, numa cobrança de escanteio. A Celeste acabara de sagrar-se campeã olímpica e assim o gol foi batizado.


Placar
Vem do francês placard (painel).



W.O.
Do inglês walkover. Coisa ganha muito facilmerte, sem esforço.


Virar a casaca
O rei da Sardenha, Carlos Manuel III de Savóia (1701-1773) era ameaçado pela França e pela Espanha, e usava casaco com as cores do aliado da hora.

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